Reajuste do Microsoft 365 em julho de 2026: o que muda, quanto vai custar e como sua empresa pode se preparar 

A Microsoft confirmou oficialmente: a partir de 1º de julho de 2026, os preços das assinaturas comerciais do Microsoft 365, o antigo pacote Office,  vão subir. Nesse sentido, o reajuste afeta empresas de todos os portes, órgãos governamentais e organizações sem fins lucrativos em escala global, incluindo o Brasil. 

Para muitas PMEs, a notícia pode gerar desconforto imediato. Afinal, qualquer aumento em contrato recorrente impacta o orçamento de TI — e, em muitos casos, esse custo é multiplicado por dezenas ou centenas de usuários. 

No entanto, antes de reagir, vale entender exatamente o que muda, por que a Microsoft justifica o reajuste e, principalmente, o que sua empresa pode fazer agora para minimizar o impacto e aproveitar as oportunidades que essa mudança traz junto. 

Quanto vão subir os preços? 

Os aumentos variam por plano. Consequentemente, os pacotes voltados para pequenas e médias empresas são os mais impactados em termos percentuais. 

Plano Preço atual Novo preço Aumento 
Microsoft 365 Business Basic US$ 6,00/usuário/mês US$ 7,00  +16,7% 
Microsoft 365 Business Standard US$ 12,50/usuário/mês US$ 14,00 +12% 
Microsoft 365 Business Premium US$ 22,00/usuário/mês US$ 22,00 Sem alteração 
Office 365 E1 US$ 10,00/usuário/mês US$ 10,00 Sem alteração 
Office 365 E3 US$ 23,00/usuário/mês US$ 26,00  +13% 
Microsoft 365 E3 US$ 36,00/usuário/mês US$ 39,00  +8,3% 
Microsoft 365 E5 US$ 57,00/usuário/mês US$ 60,00  +5,3% 
Microsoft 365 F1 US$ 2,25/usuário/mês US$ 3,00  +33% 
Microsoft 365 F3 US$ 8,00/usuário/mês US$ 10,00  +25% 

Os valores são referenciados em dólar, mas a Microsoft confirmou que os reajustes serão aplicados globalmente com “ajustes de mercado local”, isso significa que empresas brasileiras também sentirão o impacto nos contratos vigentes. 

Por outro lado, o Business Premium permanece no mesmo preço, o que o torna ainda mais competitivo considerando os recursos que oferece. Voltaremos a esse ponto adiante. 

Por que a Microsoft está reajustando agora? 

Este é o primeiro grande reajuste comercial desde 2022. Na prática, a Microsoft justifica o aumento com a adição de mais de 1.100 novos recursos ao ecossistema Microsoft 365 no último ano — a maioria deles concentrada em três frentes: inteligência artificial, segurança avançada e gerenciamento de dispositivos. 

Na prática, os principais recursos que chegam ou se expandem com o reajuste são: 

Inteligência artificial integrada ao fluxo de trabalho. O Copilot Chat foi integrado diretamente ao Word, Excel, PowerPoint, Outlook e OneNote. Isso significa que o assistente de IA deixa de ser um add-on separado e passa a estar presente no ambiente de trabalho cotidiano — resumindo e-mails, gerando documentos, analisando planilhas e auxiliando em apresentações diretamente nos aplicativos que as equipes já usam. 

Segurança de e-mail aprimorada. O Microsoft Defender for Office Plan 1 passa a ser incluído nos planos E3, ampliando a proteção contra phishing, malware e links maliciosos sem custo adicional para quem já está nesses planos. 

Gerenciamento de dispositivos expandido. Os planos E3 e E5 recebem recursos adicionais do Microsoft Intune, incluindo Remote Help (suporte remoto a dispositivos), Intune Advanced Analytics (visibilidade proativa do ambiente) e Intune Plan 2. Para equipes de TI, isso representa capacidade real de resolver problemas com mais agilidade e detectar vulnerabilidades antes que virem incidentes. 

Portanto, a Microsoft posiciona o reajuste como reflexo direto desse investimento. Como disse a vice-presidente corporativa do Microsoft 365, Nicole Herskowitz: o objetivo é ajudar organizações de todos os portes a protegerem seus dados e funcionários enquanto otimizam as operações de TI. 

O que isso significa para uma PME brasileira? 

O impacto financeiro direto depende do plano contratado e do número de usuários. Por exemplo, uma empresa com 30 colaboradores no plano Business Standard, por exemplo, passará a pagar aproximadamente R$ 80 a mais por mês — considerando a cotação atual do dólar. Em 12 meses, isso representa cerca de R$ 960 adicionais apenas nesse contrato. 

Pode parecer pouco isoladamente. Mas quando somado ao reajuste cambial e ao crescimento natural do número de usuários, o impacto acumulado ao longo de dois a três anos começa a ser relevante para o orçamento de TI. 

Por isso, o reajuste de julho de 2026 é, antes de qualquer coisa, um momento de revisão estratégica. Não de pânico — de análise. 

4 ações que sua empresa deve tomar antes de julho de 2026 

1. Audite os planos e licenças ativos agora 

Muitas empresas pagam por planos que não usam na capacidade contratada. Usuários com acesso a recursos que nunca ativaram. Planos Enterprise onde Business seria suficiente. Ou o oposto: empresas no plano básico que já deveriam estar no Standard pela funcionalidade que precisam. 

Uma auditoria de licenciamento pode reduzir o custo atual — antes mesmo do reajuste entrar em vigor — e garantir que o plano escolhido está alinhado com o que a empresa realmente usa e precisa. 

2. Avalie se o Business Premium não é a melhor opção 

O Business Premium manteve o preço em US$ 22 e continua sendo o plano mais completo para PMEs: inclui todas as ferramentas do Business Standard mais segurança avançada, conformidade, proteção de dispositivos com Intune e Microsoft Entra ID. Para empresas que precisam de cibersegurança e compliance com LGPD, o Business Premium pode ser mais econômico do que contratar o plano básico e adicionar soluções de segurança separadamente. 

3. Ative os recursos que você já paga e não usa 

Uma das maiores perdas de valor no Microsoft 365 acontece quando as empresas usam apenas o e-mail e o Word de um pacote que inclui Teams, SharePoint, Power Automate, Power BI e Copilot Chat. O reajuste traz mais recursos — mas o valor real só é capturado quando a empresa sabe o que tem disponível e como usar. 

Antes de julho, vale fazer um mapeamento dos recursos já disponíveis no plano atual e identificar o que pode ser ativado para aumentar produtividade sem custo adicional. 

4. Renegocie contratos com antecedência 

Empresas com contratos anuais vigentes podem ter proteção contra o reajuste até o vencimento. Mas contratos que vencem em meados de 2026 precisam de atenção: renovar antes de julho pode garantir os preços atuais por mais um ciclo. Conversar com o parceiro Microsoft antes do prazo é a decisão mais simples e mais eficiente neste momento. 

O reajuste vale o investimento? 

Essa é a pergunta certa. Na verdade, a resposta depende de como a empresa usa o ecossistema. 

Para organizações que utilizam o Microsoft 365 apenas como repositório de e-mail e pacote Office, o aumento vai parecer alto para o valor percebido. Em contraste, para empresas que ativam o Teams como hub de colaboração, usam o SharePoint para estruturar documentos, automatizam processos com Power Automate e começam a integrar o Copilot no dia a dia, o reajuste de 12% a 17% é absolutamente justificado. 

Mais de 430 milhões de pessoas usam os aplicativos do Microsoft 365, e mais de 90% das empresas da Fortune 500 já utilizam o Copilot. O ecossistema Microsoft está se transformando — e o reajuste reflete essa transformação. 

A questão para cada empresa não é “o aumento é justo?” mas sim “estamos usando o suficiente para que o aumento faça sentido?” 

Se a resposta for não, esse é o melhor momento para estruturar a operação corretamente — antes que o custo suba sem que o valor acompanhe. 

Como a FT Consult pode ajudar 

Como parceira Microsoft certificada, a FT Consult realiza auditorias de licenciamento que identificam oportunidades de otimização de custo, mapeia os recursos disponíveis no plano atual que ainda não foram ativados e orienta a migração para o plano mais adequado ao perfil e crescimento de cada empresa. 

Se o reajuste de julho de 2026 chegou como uma surpresa para o orçamento da sua empresa, é o momento certo de ter essa conversa. 

[Entre em contato com a nossa equipe pelo WhatsApp e descubra como otimizar o licenciamento Microsoft antes do aumento entrar em vigor.] 

A FT Consult é parceira Microsoft certificada, com mais de 15 anos de atuação em consultoria de TI para PMEs. Atendimento em São Paulo e região. 

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