Como funciona o processo de estruturação de redes em empresas 

Entenda como funciona a estruturação de redes corporativas e por que ela é essencial para a estabilidade, segurança e crescimento da infraestrutura de TI
Como funciona a estruturação de redes corporativas em empresas

A importância de uma rede bem estruturada 

No mundo corporativo, onde a conectividade sustenta praticamente todos os processos de negócio, a estruturação de redes não pode ser improvisada. Muitas empresas ainda operam com redes que cresceram de forma desorganizada, que consequentemente apresentam lentidão, falhas frequentes, riscos à segurança e dificuldades de expansão. Esse cenário é conhecido como “Rede Frankenstein”. 

Estruturar uma rede é mais do que instalar cabos e equipamentos. É um processo estratégico que visa garantir comunicação segura, estável e escalável entre sistemas, dispositivos e pessoas. Uma rede bem projetada melhora o desempenho das aplicações, reduz interrupções, aumenta a segurança da informação e prepara a infraestrutura de TI para o crescimento.  

Etapas do processo de estruturação de redes 

1. Diagnóstico do ambiente 

Tudo começa com a compreensão do contexto do cliente. É feita uma análise detalhada das demandas operacionais, volume de tráfego, tipos de aplicações utilizadas (como ERP, CRM, sistemas de videoconferência) e pontos críticos para o negócio. Essa etapa também envolve um site survey (um levantamento de campo) para avaliar as condições físicas do local e um inventário dos equipamentos existentes, identificando o que pode ser aproveitado e o que representa gargalo de desempenho. 

2. Planejamento da arquitetura de rede 

Com as informações coletadas, é desenhada a arquitetura da rede. Isso inclui a definição da topologia mais adequada (estrela, malha, hierárquica e etc.), do layout dos pontos de rede, localização de racks e distribuição do cabeamento estruturado. É nessa fase que se escolhe a categoria de cabo (Cat6 ou Cat6a, por exemplo), garantindo suporte a altas velocidades de transmissão e às futuras demandas da empresa. 

3. Implementação física e lógica 

Na parte física, ocorre a instalação dos cabos, racks, patch panels e equipamentos de rede como switches, roteadores e pontos de acesso Wi-Fi. É essencial seguir normas técnicas, como as diretrizes ANSI/TIA-568, que garantem organização e manutenção mais fácil. 

Na parte lógica, são configurados os serviços de rede: 

  • Endereçamento IP e sub-redes, para evitar conflitos e permitir segmentação. 
  • Serviços DNS e DHCP, essenciais para distribuição de IPs e resolução de nomes. 
  • VLANs (Redes Virtuais), separando tráfego por setor ou tipo de uso (ex: financeiro, visitantes, CFTV, telefonia VoIP), aumentando a segurança e o desempenho. 
4. Segurança e Wi-Fi corporativo 

A segurança é integrada à estrutura desde o início. Firewalls de borda são aplicados para controlar o tráfego externo e proteger a rede interna contra invasões e acessos indevidos. O uso de autenticação por 802.1X e Network Policy Server (NPS) permite que cada usuário acesse a rede com seu próprio login, rastreando conexões e aumentando o controle. 

No Wi-Fi corporativo, o planejamento visa garantir roaming (mudança de antenas sem perda de conexão), capacidade para dispositivos móveis e segmentação adequada. A qualidade do sinal e a densidade de conexões são pensadas para ambientes com alto número de usuários simultâneos. 

5. Testes, documentação e monitoramento 

A última etapa é essencial para garantir a longevidade e estabilidade da rede. Com ferramentas de certificação, todos os cabos e conexões são testados, assegurando que os padrões de desempenho sejam atendidos. Diagramas físicos e lógicos da rede são criados para documentar a infraestrutura, o que facilita manutenções futuras e reduz o tempo de resposta em falhas. 

O monitoramento contínuo com plataformas específicas permite à empresa ou ao departamento responsável detectar anomalias e agir proativamente, antes que o usuário final perceba algum problema. É isso que garante a alta disponibilidade e resposta rápida. 

Por que a estruturação de redes é estratégica para o crescimento? 

Uma rede bem estruturada é o alicerce que sustenta todos os serviços digitais da empresa. Ela viabiliza o funcionamento de servidores, como file servers, servidores de e-mail e impressão, e garante integração com soluções de cloud computing e ambientes virtualizados. Além disso, ela permite que a infraestrutura de TI acompanhe o crescimento da empresa de forma ordenada, segura e previsível. Isso reduz o tempo gasto com manutenção corretiva e aumenta o foco em inovação e eficiência operacional. 

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